02/04/12 | 10:45
Idosos da Fundação Dr. Thomas formam grupo musical

Os idosos da Fundação Dr. Thomas estão participando da formação de um grupo musical. A iniciativa surgiu durante a atividade da Vivência, realizada às segundas, quartas e sextas-feiras, e tem com objetivo trabalhar a autoestima, coordenação motora e raciocínio.

 “A música está presente nas atividades realizadas e os idosos sempre respondem bem. Eles ficam mais alegres e participativos”, disse a educadora física Maria da Luz Abreu, responsável pela Vivência. Ela contou que começou a perceber os idosos que se identificavam e tinham habilidade com instrumentos musicais.

 “Daí surgiu a ideia de formar o grupo musical dos idosos da Fundação para estimular a participação nas atividades”, afirmou Maria da Luz. O grupo basicamente toca instrumentos de percussão. Os mais habilidosos com os instrumentos ficam com pandeiro, atabaque e reco-reco. Os demais recebem instrumentos caseiros, latinhas com sementes que produzem som.

 “O objetivo é incluir todos e incentivar a participação, respeitando as limitações físicas”, ressalta Maria da Luz. Idosos que possuem sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) superam as limitações para tentar acompanhar as músicas, sacudindo as latinhas. O grupo recebe o apoio do professor Antonio Camarron, que coordena a seresta Prosa &Poesia do Parque Municipal do Idoso.

Segundo Maria da Luz, o trabalho musical com percussão é motivador, proporciona uma sensação de relaxamento e cria uma identidade de grupo. “Eles nem percebem que estão fazendo movimentos, trabalhando a coordenação motora e o raciocínio”. A professora acrescentou que a professora, a atividade em grupo melhora também o relacionamento entre os idosos.

 O grupo ainda não tem identificação, mas os integrantes já estão apresentando as sugestões para a escolha do nome. “Estamos começando, mas tenho certeza que teremos muitos bons resultados”, disse a professora.

 “O grupo musical é mais uma atividades que nossa equipe desenvolve com os idosos e que vai trazer benefícios para a melhoria da autoestima e qualidade de vida. Estamos sempre buscando novas terapias”, destacou a diretora-presidente, Martha Cruz.

 O idoso Raimundo Coelho, de 64 anos, é um dos mais estusiasmados com o grupo musical. Deficiente visual, ele aprendeu a tocar flauta sozinho há três anos, quando passou a morar na instituição. “Fico prestando atenção nas músicas para tirar o som de ouvido”, ressaltou. Para a primeira apresentação do grupo, ele aprendeu a tocar a música Banzeiro, do Raízes Caboclas.