15/03/13 | 13:18
Mais de 60 idosos da Fundação Doutor Thomas participam de palestra sobre a tuberculose

Idosos residentes e funcionários da Fundação Doutor Thomas (FDT) participaram, na manhã desta sexta-feira, 15, de uma palestra de orientação sobre a tuberculose e a coleta de exame de escarro desenvolvidas pelo Programa Estadual de Controle de Tuberculose da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM). Só no começo deste ano já foram notificados 440 casos de tuberculose no Estado. O Amazonas, que há dez anos tem a segunda maior taxa de incidência da doença do Brasil, registra em média 3 mil casos por ano.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Controle de Tuberculose, Marlúcia Garrido, a ocorrência da tuberculose é mais elevada na pessoa idosa, devido ao enfraquecimento do organismo. Conforme dados, em média, no Amazonas, em um grupo de 100 mil jovens, 62 apresentam a doença, enquanto essa proporção na população idosa é de 200 em cada 100 mil, podendo chegar a 300. “O que representa uma incidência até cinco vezes maior na terceira idade. Mas, crianças, jovens e adultos podem ter, enfim, todos em sujeitos à doença”.

Durante a palestra, Garrido esclareceu que os sintomas da tuberculose são: tosse por mais de três semanas, febre no fim do dia, suor noturno, falta de apetite, perda de peso, cansaço ou dor no peito. “Quem tiver um desses sintomas deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de sua casa e fazer o exame de escarro. Não precisa estar em jejum e de 24 a 48 horas fica pronto. Se diagnosticada a doença, o tratamento deve começar o mais rápido possível e tem duração de no mínimo seis meses”.

A coordenadora, também, explicou que a tuberculose é transmitida de pessoa para pessoas ao espirrar, pela tosse, ao falar ou cantar. “É transmitida via aérea. Então, não é preciso separar copo, talheres ou prato da pessoa doente, porque não há transmissão pela saliva”.

A diretora-presidente da FDT, Martha Moutinho Cruz, afirmou que a participação dos idosos e funcionários na palestra foi importante, porque trouxe informações e dados relevantes sobre a doença no Estado. “São índices elevados, em relação a outros estados do País e que não podem ser ignorados. Por isso, a importância de conhecer os sintomas, saber sobre o tratamento, forma de contágio e onde fazer a coleta. Ficamos felizes com o resultado dessa ação com a FVS, mais de 50 idosos fizeram o exame”.

A residente Amélia das Graças, 64, contou que perdeu o pai e uma tia, devido à doença. Ela falou que fez o exame e incentivou outros colegas a fazerem. “Tem muita gente que tem tuberculose e nem sabe. Se eu tenho a oportunidade de fazer o exame, eu faço. Meu pai e minha tia morreram há muitos anos por falta de tratamento. Hoje em dia as coisas mudaram”.

 

 

Assessoria de Comunicação FDT

Gisa Prazeres

8842-3366